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27 novembro 2014

O casal desconhecido, a fotografia, o pôr do sol e a saudade

Ah, o amor...

Não contei, mas algo mágico aconteceu comigo durante meu projeto de voluntariado nos EUA. Enquanto passeávamos no, by the way, super divertido City Museum de Saint Luis (Missouri), eu avistei um casal em um momento ultra-romântico: beijo ao pôr do sol em um dos pontos mais altos do museu. #muitoamor 

A golden hour estava maravilhosa, meio laranja com azul marinho, e o casal estava sentado dentro de uma grande escultura aberta, feita de metal dobrado como se fossem finos arames. Há uma escada dentro da escultura onde é possível escalar até o topo e apreciar o belo sunsent

Nessa hora, eu e meus amigos estávamos um pouco cansados de tanto escalar e escorregar (o museu é muito fun, mesmo!) e, portanto, resolvemos ir brincar na roda gigante que - sério!- fica no teto do prédio. No meio do caminho, entre uma fotografia e outra, tive a sorte de apontar a câmera do meu celular para a tal escultura onde o casal estava. 

Não acreditei quando comecei a fotografar. O momento era tão lindo que praticamente fiz uma sequência de cada abraço e carícia... Desejei muito ter levado minha câmera para fazer umas fotos mais decentes. 

Quando mostrei as fotos para meus amigos, um deles disse que seria legal se eu pudesse mostrar as fotos para o casal. Então pensei: se fosse eu no lugar da namorada, adoraria ver e guardar essas fotos. Foi então que decidi ignorar meu acanhamento típico e ir atrás do casal. Fiquei parada na saída da pequena ponte de metal que ligava os escorregadores à escultura onde eles estavam. Por algum motivo foi fácil reconhecê-los, especialmente a moça. 

Caminhei em direção a ela com meu inglês ininteligível e perguntei: 

- Were you guys up there a few minutes ago? E ela respondeu como quem se perguntava o motivo do meu interesse: 
- Yeah... 

Comecei a explicar que havia fotografado o romântico beijo deles e perguntei se queriam ver. Ela rapidamente disse "Suuure". Quando mostrei ela ficou meio sem graça, vermelha, mas feliz. O rapaz me agradeceu várias vezes: 

- Oh, that was so nice of you! Thank you so much for showing us this, I really appreciate it! 
Então ela me passou o número do telefone dela para que eu pudesse enviar a foto. Muito fofos!!! 

Eu me senti muito bem com tudo isso. Era um momento cheio de emoções na minha vida: estava aproveitando o ultimo mês nos EUA, realizando o sonho de um voluntariado internacional, sentindo muitas saudades da minha Anninha (a baby de quem eu cuidava), e muito animada por, em breve, poder rever minha família e meu namorado. 

Por alguns instantes desejei que fosse meu namorado e eu naquela escultura, nos beijando ao pôr do sol do Midwest estadunidense. Senti vontade de chorar. A saudade naquele ponto já estava difícil de disfarçar.  

O legal do fim dessa história é que a moça me confidenciou (por SMS) que aquele havia sido o primeiro beijo do casal. Eles estavam tendo um encontro que se tornou um namoro oficial depois daquele dia. Claro que não foram minhas fotografias que fizeram isso, mas gosto de pensar que deram um toque mágico e uma sensação de "acontece com poucos".... Afinal, quantas pessoas no mundo puderam ter seu primeiro beijo fotografado ao pôr do sol, no topo de uma escultura em um museu e por uma desconhecida estrangeira? 

Summer love
Esse moço tem meu respeito

Summer love
Ela estava refletindo se devia acreditar nas promessas de amor dele... E se devia desperdiçar a oportunidade de viver algo tão romântico #tôviajando 

Summer love
Cheguei a pensar se eles achariam que eu estava espionando, o que de fato estava, mas tudo fiz pelo amor ao amor


Saint Louis

18 novembro 2014

Resumo do livro Seis questões fundamentais da comunicação organizacional estratégica em rede

Compartilho meu resumo do livro Seis questões fundamentais da comunicação organizacional estratégica em rede, escrito pelo professor da Universidade Federal do Espírito Santo, José Antônio Martinuzzo.

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O autor José Antônio Martinuzzo em seu livro Seis questões fundamentais da comunicação organizacional estratégica em rede, Editora Mauad, 2013, usa o clássico modelo do lead jornalístico para nos conduzir, de maneira objetiva, a conhecer os aspectos relevantes do cotidiano da comunicação organizacional praticada atualmente. O livro busca, como mencionado no prefácio, ser um guia prático para os profissionais e estudantes da área e nessa perspectiva responde às perguntas O que? Por que? Como? Quem? Onde? Quando? enquanto costura conceitos e temas para promover o entendimento holístico de uma atividade que é, por natureza, multidisciplinar e integra horizontalmente as ferramentas da comunicação de marketing: publicidade e propaganda, jornalismo e relações públicas. 

No primeiro capítulo o autor responde à pergunta O que? ao perpassar definições sobre: a comunicação nas organizações, a imagem como percepção da identidade, o posicionamento e o poder até chegar a uma lista com treze potenciais barreiras aos processos de comunicação configuradas no comportamento e no ambiente organizacional. Ele defende a atuação direta dos gestores da comunicação em nível estratégico junto à diretoria, na construção das decisões que orientam à instituição; além de respaldar as atividades do setor em recursos financeiros expressivos, debates e processamentos prioritários para uma comunicação efetiva junto aos públicos de interesse.

Para responder o Por que? dos esforços de comunicação, Martinuzzo evoca os conceitos de midiatização que sugerem a rede midiática como base para a referenciação da realidade e afirmam a marginalização e incapacidade de exercer poder dos que ficam de fora. A máxima de que “produzir-se comunicacionalmente equivale a existir”, aliada a um mercado disputado e cheio de consumidores cada vez mais conscientes, cria um ambiente saturado de informações de empresas que buscam aproximação e relacionamento com o público.

Na análise do Como? foi destacada a necessidade primária de estabelecer métodos e estratégias para a operação da comunicação organizacional. O autor propõe o conceito de Comunicação Organizacional Estratégica em Rede (Coer) que se divide em dois grandes escopos: institucional (comunicação interna e externa) e mercadológico. Esse paradigma fomenta o uso de organograma e de divisão de tarefas articuladas e integradas, porém não exclui a possibilidade de empresas trabalharem a comunicação de maneira mais pragmática e direta, mas alerta sobre riscos como desarticulação, incoerência e desperdício de recursos. São onze ferramentas “básicas” destacadas pelo autor; seis ferramentas em Comunicação Institucional Interna; nove de Comunicação Institucional Externa e oito de Comunicação Mercadológica, além de sugestões de planos de comunicação e contingência de crise.

Na questão Quem?, o autor enfatiza o caráter multidisciplinar do comunicador. O responsável pela comunicação deve ser alguém com visão completa dos diferentes processos comunicacionais, além de inovador, resoluto, dinâmico e inspirador. Deve ser ético e produzir a imagem da instituição com devoção à verdade factual identitária da mesma. Na explicação sobre Onde?, Martinuzzo consolida a sociedade em rede como o local efetivo das trocas comunicacionais transmidiáticas e dialógicas, considerando que os pilares somos nós interconectados por meios, tanto digitais, quanto analógicos. E, finalmente, em Quando?, conclui-se o que autor chama de óbvio: o quando é sempre e ininterruptamente.

Uma breve reflexão sobre a aplicação desses conceitos na prática

Ao trazer os pontos de vista do autor para minha realidade percebida, posso concordar com diversos argumentos, em particular, o da multidisciplinaridade sinérgica na comunicação empresarial. Mesmo sendo responsável pelas atividades de Assessoria de Imprensa e Comunicação On-line, preciso atuar integrada aos trabalhos de Publicidade e Relações Públicas, pois isso me é demandado pela estratégia de Marketing e gera resultados positivos na conclusão de cada projeto.

27 outubro 2014

Sobre a liberdade de pensamento

inteligência

"Cuidado para não chamar de inteligentes apenas aqueles que pensam como você".
Ugo Ojetti - Escritor e jornalista italiano. 

Hoje é segunda-feira. Um dia depois de Dilma Rousseff ser reeleita presidente do Brasil. Essa eleição está repercutindo internacionalmente como a mais disputada da História da democracia brasileira. Jornalistas "orientados pela direção" não param de repetir na televisão que o "o país está dividido". Nas redes sociais o nível está mais baixo que o volume de água no Cantareira. Pessoas dizendo que vão de mudar para Miami. Que o povo merece morrer na miséria. Ataques racistas aos nordestinos e coisas do tipo. Novamente a histeria do brasileiro que não deve durar três meses, como de costume. Eles não vêem que essa eleição é um dos primeiros sinais de que a nossa democracia está amadurecendo. As pessoas estão fazendo escolhas mais analíticas que outrora. E isso é bom.
A presidente Dilma terá mais uma chance. Uma chance com duração de quatro anos para executar seus projetos. Cabe à oposição exercer seu papel: investigar, vigiar, propor melhorias, aprovar o que for bom para o país. E que o congresso e o senado se sintam vigiados pela sociedade: a parte azul, a parte vermelha e os neutros. E que nossa democracia caminhe a passos largos para a efetiva participação cidadã.

14 outubro 2014

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Brasília

Hoje tive o prazer de visitar a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no Pavilhão do Parque da Cidade, em Brasília. Essa foi minha primeira visita a uma feira de ciência e tecnologia e eu fiquei encantada com a qualidade e diversidade de conhecimento exposto nas dezenas de stands.

No stand do Senac, um jovem estudante prontamente se dispôs a me explicar as soluções de mobilidade urbana desenvolvidas por ele e seus colegas, além da proposta chinesa - o TBS.

Já na área da Capes a diversão foi explorar os "brinquedos" científicos, como o túnel infinito, cérebro e diversas partes do corpo humano em tamanho gigante, globo de plasma e um monte de outras coisas.

As forças armadas estavam todas lá. O Exército com seus impressionantes carros de guerra; a Marinha com seu uniforme branquinho e sua réplica super legal da Estação Antártica Comandante Ferraz; e a Força Aérea com seu "ar de sofisticação" e seu girotec (simulador de gravidade zero).

Passei um pouquinho na maioria dos stands. Ganhei o livro Gestão da Inovação Tecnológica na área da ABIPTI; tive um papo bem interessante na Embrapa sobre o melhoramento genético do maracujá do cerrado e de mandioca com licopeno. Outra conversa igualmente proveitosa aconteceu no Ministério da Integração Nacional sobre ossadas de um bicho-preguiça gigante descobertas nas escavações do projeto de integração do Rio São Francisco. Enfim, totalmente recomendável uma passadinha lá. Até porque a entrada é franca e ainda tem ônibus free da rodoviária do Plano Piloto.

marinha
Réplica da base brasileira na Antártida 

ouvido gigante
Ouvido gigante no stand da Capes

globo de plasma
Globo de Plasma no stand da Capes

06 outubro 2014

Notas sobre auto-análise, mapas e América do Sul

Globe


Sonhos são feitos de tentativas. De ir por impulso depois de pesquisar, analisar, desistir e insistir. Não sei como eles nascem, só percebo quando estão feitos, com forma, cor, cheiro e música... Insistindo para serem realizados.

Não me dou conta quando estou vivendo um deles, porque nunca parecem possíveis antes. E depois de serem, parecem um milagre. Algo não realizado por mim ou por meus esforços, porque não pareço capaz. Continuo a mesma. Mesmo depois das experiências, das memórias, das vidas que encontrei, dos lugares que visitei, dos silêncios que escutei, ainda sou apenas eu. Um eu melhorado, obviamente. Um eu deslumbrado com o tamanho do mundo que existe em um jardim. Mas ainda assim eu. Isso é interessante: perceber que no olho do furacão, parte da paisagem permanece no mesmo lugar. Vir de onde eu vim, ser o que me ensinaram. Eu mudo o tempo todo, mas, quando olho pra trás, eu sou a mesma.

Não há nada mais humanamente belo do que trocar ideias com alguém que eu nunca iria conhecer. Alguém que não vive no mesmo hemisfério, no mesmo lado do principal meridiano. Alguém que não escreve com os mesmos caracteres que eu. Alguém que não sabe nada sobre mim ou quase nada sobre meu país. Alguém que por alguns instantes é meu amigo, confidente, colega de aventuras, "rival" numa discussão. Alguém que provavelmente não verei nunca mais. Me sinto despertada. Com vontade de não parar nunca de conhecer. De deixar o novo me encontrar e me cativar. De ser um bom ser humano para outro.

É tão bom olhar o mapa mundi e me lembrar de amigos. Engraçado como hoje olho o mapa com afeto e não apenas com curiosidade como outrora. O mundo parece tão acessível e fácil quando se olha o mapa. Cartagena é tão perto de Miami. Parece ser possível cruzar a América do Sul em uma motocicleta em apenas poucos dias. Me pego pensando quanto tempo levaria de Caracas à San Juan ou Roseau ou Santo Domingo. Apenas algumas horas. Se saíssemos pela manhã de navio, talvez chegaríamos antes do almoço. Ou se saíssemos depois do almoço, teríamos a chance de ver o pôr do sol no mar antes de chegarmos ao destino. E nem precisaria ser horário de verão para isso.

O Brasil às vezes parece maior do que é. Principalmente se você mora no leste do Sudeste. É quase impossível pensar em subir de bicicleta até a Venezuela ou a Colômbia. Porque é muito Brasil para andar. Mais do mesmo, monótono e entediante. PECADO! O Brasil nunca poderia ser classificado com esses adjetivos. Mas ainda assim, não é o mesmo que andar a mesma distância e cruzar, no mínimo, cinco países ao invés de cinco (ou menos) estados.

*Texto escrito em algum lugar no espaço aéreo internacional. 

09 julho 2014

Sobre a derrota pra Alemanha, no futebol.

Quadriga, Brandenburg Gate, Berlin, Germany


Depois da derrota por 7-1 do Brasil para a Alemanha, eu fui passear com um grupo de meninas e entre elas havia uma alemã. No início, eu e outra brasileira achamos que ficaríamos envergonhadas com os possíveis comentários da moça, mas o tempo passou e até a metade da noite nenhuma palavra foi dita sobre o assunto. 

Achei estranho e perguntei se ela havia assistido o jogo. Ela, claramente constrangida, explicou que começou a ver só no final do primeiro tempo e que não acreditou quando a amiga contou que o placar já estava de 5-0. 

Muito discretamente ela conduziu a conversa para algo como "eu amo os brasileiros, são sempre tão animados". E em seguida: "eu sei que existem muitos alemães no Sul do Brasil". 

De alguma forma isso me surpreendeu. Em um mundo onde as torcidas hostilizam umas as outras e também aos  seus times (quando perdem, é claro), a menina teve uma atitude tão amável. Ela respeitou. Não só com palavras, mas também na forma como se comportou ao dizê-las. 

Sei que nem todos os alemães tiveram um comportamento admirável diante de tão inacreditável resultado. Mas ela teve. Passados os comentários futebolísticos, continuamos nossa noite conversando sobre nossos dias, planos e etc. Estávamos apenas sendo pessoas, com taaaaaaanta coisa diferente uma da outra, mas com algo em comum: ambas não enxergamos o futebol - tão popular no Brasil quanto na Alemanha - como principal fonte de realização e orgulho nacional. Não precisamos disso pra viver. Precisamos é de correr atrás dos nossos sonhos, tentar fazer do mundo um lugar mais habitável e das relações humanas algo mais agradável. 

30 maio 2014

Breve e momentâneo autorretrato

Secrets

Eis o retrato do meu agora: uma babá digitando letras esperançosas em um quarto de porão. A TV está ligada em um volume que mal dá para escutar; os livros descansam na cabeceira da minha cama e o meu caderninho aguarda, como faz todas as noites, o momento de “ouvir” minhas histórias. Porém, hoje decidi conversar com você.

Para não tomar seu tempo, vou logo me resumir: Amo escrever. Amo conhecer. Amo me desafiar. Talvez por isso tenha estudado jornalismo, saído de uma cidade de dois mil habitantes em Minas Gerais para morar na capital do país. Talvez por isso eu tenha trabalho como atendente de padaria, mesmo com curso superior. Penso que esses mesmos motivos me fizeram deixar um emprego estável no Marketing da empresa vencedora do Great Place to Work na América Latina para ser intercambista. Acredito que essas razões me inspiram a continuar em Minnesota, um dos lugares mais frios nos Estados Unidos da América, trabalhando como au pair para poder aprender inglês.

Dou sempre preferência ao que me faz feliz, inclusive na busca pelo pão nosso de cada dia. Mais do que escrever, quero me inspirar e ajudar outros a se inspirarem também. E nada me fará mais realizada do que saber que ajudo a alimentar sonhos, a gerar novas ideias e estimular o espírito inovador.

Termino este breve autorretrato com uma resposta para minha própria pergunta: todos podem contar uma história, todos podem fazê-la caber em quinze ou vinte linhas, mas poucos se sentem como parte dela. Talvez seja esse o segredo.  

29 dezembro 2013

Filme A Menina que Roubava Livros

Cena do filme: Liesel e Max (créditos aqui)

Enfim realizei um desejo antigo e assisti o filme baseado no livro A Menina que Roubava Livros (The Book Thief), de Marcus Zusak.

Vigio a estreia desse filme há um tempão e em outubro vi o cartaz em um dos cinemas da AMC anunciando que seria lançado em novembro. Porém, esperei-esperei e nada... Foi quando resolvi pesquisar na internet e vi que estava em cartaz no cinema da Landmark, na 50th and France, em Edina.

Os cinemas da Landmark veiculam filmes independentes de diversos países e também o que eles chamam de "filmes inteligentes de Hollywood". O climinha cult/hipster/vintage já pode ser sentido na fila para comprar os tickets. A fachada é a mesma dos cinemas antigos: luzes vermelhas e amarelas em volta de uma placa branca gigante onde se escrevem os nomes dos filmes com letrinhas pretas. A galera que frequenta é visivelmente mais velha - lá é cheio de velhinhos e velhinhas fofíssimos, chamados de "seniors" - e os poucos jovens, ou estão acompanhando os pais e avós, ou são perdidos interessados em filmes específicos como eu.

Fachada Edina Movie Theater (créditos aqui)
O filme em questão foi, como era de se esperar, maravilhoso. Essa é uma das mais amáveis histórias que já li e assisti. E a produção, feita numa parceria entre os Estados Unidos e a Alemanha, manteve o clima etéreo do livro - o que deve ter sido um trabalho muito difícil considerando que a história se passa na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial e é narrada pela Morte. Além disso, não tem coisa melhor do que assistir um filme e ouvir os sotaques maravilhosos do mundo: apesar de falarem em inglês, os atores tentam reproduzir o sotaque alemão. 

O cast está impecável, não tenho do que reclamar. Principalmente o ator Geoffrey Rush que a maioria conhece de Piratas do Caribe, como o Capitão Hector Barbossa. Ele faz o Hans Hubermann, pai de Liesel - a protagonista e me fez lembrar muito o Hans da minha imaginação. 

Pesquisando algumas fotos, me esbarrei uma curiosidade interessante sobre o filme: a atriz Sophie Nélisse, que faz a Liesel, é franco-canadense e este é o primeiro filme que ela faz falando em inglês. O sotaque dela é uma fofura.

Cast

Sophie Nélisse plays Liesel

Ben Schnetzer plays Max
Nico Liersch plays Ruby
Geoffrey Rush plays Hans Hubermann

Emily Watson plays Rosa Hubermann

Todas as fotos foram retiradas da Fanpage oficial do filme no Facebook The Book Thief Movie

15 dezembro 2013

Fui pra Boston!

Boston sempre foi um destino certo para mim. Tenho alguns familiares e amigos lá e desde que cheguei nos Estados Unidos esperava um momento para ir vê-los. Esse momento chegou na semana passada (início de dezembro, 2013) quando meus hosts viajaram para o Brasil. Aproveitei a oportunidade e, depois de fazer meu knowledge test da Minnesota drivers' license, catei minha carry-on e bati perna.

Minha estadia na principal cidade de New England foi de apenas quatro dias, mas foram momentos maravilhosos com minha família. As informações sobre a viagem são as mais simples possíveis. Consegui uma passagem relativamente barata no site de airfare search do Google, o Matrix. Porém, a passagem barata me custou um dia inteiro na estrada (na ida) porque fiz conexão em Atlanta, e metade de um dia na volta. Mas ainda assim valeu a pena não gastar um dinheirão com os tickets.

Como passeio turístico fui na Harvard, em Cambridge, e na Mansão Elms, em Newport, Rhode Island. Também visitei o centro de Boston e alguns malls. Tudo isso com a companhia de familiares e amigos, o que deixou tudo mais especial.

Eu realmente voltei saudosa de Boston. Amei o tempo lá, perto do calor da minha família, do carinho dos meus primos que não via a tanto tempo e também dos priminhos que nem conhecia ainda. Foi uma das melhores viagens da minha vida. Não tirei muitas fotos de paisagens e monumentos, mas cada lembrança está muito bem gravada na minha memória. Amo minha família.

cheese bread
Cafezinho da manhã maravilhoso na casa da minha prima
cemitério em Boston
Forest Hill Cemetery 

Boston
Forest Hill Cemetery 
Cambridge
Harvard, Cambridge 

Cambridge
Harvard, Cambridge 
Elms
Jardim da mansão Elms, em Newport 
MA
Blue Hill Park

28 novembro 2013

English as a Second Language in Minnesota - Au Pair

Gente, realizei que eu nunca falei sobre minha escola aqui. Então, vou aproveitar que hoje é Thanksgiving e eu estou empolgadinha. 

Bom, não é segredo para ninguém que meu inglês era praticamente inexistente quando cheguei nos EUA. Na verdade, fiz seis meses do curso Say It! na Cultura Inglesa, mas nem é necessário explicar o porquê seis meses não são suficientes para aprender outra língua, né? Especialmente se as aulas forem de duas horas por semana. Mas, com toda certeza do universo, se não fossem os seis meses de curso as coisas teriam sido piores no início. 

Na training school, em New York, Deus teve misericórdia e clareou minha mente para eu entender o que a professora falava. Lembro da minha cabeça doer à noite, pois eu não podia desviar minha atenção da aula nem para meu cérebro respirar por 3 segundos, senão eu perdia o fio da meada. E o mais interessante de tudo isso é que eu era uma das alunas mais participativas, respondia perguntas e ajudei meu grupo a ganhar um quiz. Acho que um dos principais fatores que contribuíram para meu "bom" desempenho na training school é que eu não via as brasileiras e não tinha com quem conversar em português. Minhas colegas de quarto eram uma alemã e uma francesa, na minha classe 80% era alemão, 10% Spanish speaker, 8% de diferentes países europeus, uma chinesa  e apenas eu Portuguese speaker. 

Então, diante disso, uma das primeiras coisas que fiz quando cheguei em Minnesota foi procurar um curso de inglês para fazer. O Internacional Education Center foi uma dica da minha host mom. A escola é exclusiva para imigrantes e refugiados (o que por sinal tem demais em MN, quero dizer, em todo os EUA). A escola é um dos locais mais interessantes que já estive. Conheci pessoas de lugares que nem sabia que existiam (#shame). Me sinto dentro de um caldeirão cultural quando estou lá e aprendo muito sobre o mundo. Minha professora é uma graça, muito simpática, polite e parece amar o que faz. 

Minneapolis
Duas turmas reunidas para celebrar o Thanksgiving 

O único ponto "negativo" para quem precisa aprender inglês em um ano é que, obviamente, os colegas de classe também não possuem um bom nível de inglês e isso atrasa o aprendizado do dia a dia, se comparado com o envolvimento direto com americanos (numa faculdade, por exemplo). 

Pontos positivos:
- Bons professores
- Boa localização
- Diversas opções de classe, como preparação para TOEFL e para conseguir o Green Card. 
- Conhecer gente do mundo inteiro com muita história para contar. 

Pontos negativos: 
- Poucos English speakers nativos. 


Caso se interesse, o contato para agendar o teste de nivelamente é:
1128 Harmon Place
Minneapolis, MN 55403
hbegna@iecminnesota.org
612-871-6350


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07 setembro 2013

Cheguei nos EUA #2 - Au Pair em Minnesota

People,

Depois da semana na Escola de Treinamento da Cultural Care nós fomos enviados para as host familys. Cheguei em Minnesota dia 23 de agosto, numa sexta-feira. 

A viagem foi tranquila e não enfrentei dificuldade nos aeroportos, afinal a dinâmica em todos eles é bem parecida. Além disso, estava acompanhada de dois Au Pairs (isso mesmo: dois e não duas. Eram um menino alemão e uma menina francesa) que vieram no mesmo vôo. 

Minha host family mora em Edina, uma das cidades vizinhas de Minneapolis, a capital de Minnesota. Bom, posso dizer que já achei tudo lindo quando ainda estava no avião esperando o pouso. A região é cheia de lagos e árvores, um visual maravilhoso. 

Na primeira semana, minha HM ( host mom) me levou para conhecer o Sculpture Garden - famoso ponto turístico em Minneapolis; a Westminster Presbyterian Church - belíssima. Conheci algumas garages sales - lojinhas que as pessoas fazem nas garagens durante o verão. Tomamos café numa padaria linda de Edina e depois fomos de bicicleta ao Harriet Lake. À noite jantamos num restaurante vietnamita m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o, de um tempero impressionante. Além, é claro, do maior shopping dos Estados Unidos da América, o Mall of America e da State Fair - a exposição agropecuária de Minnesota. Como não se sentir em casa?

Minnesota
Vista aérea de Minneapolis - MN

Famoso jardim de Minneapolis
Escultura mais famosa do Sculpture Garden
Edina, Minnesota
Uma ótima ideia para as estantes de livros em Brasília. Essas casinhas têm portinhas que protegem os livros.

Edina, Minnesota
As garages sales são famosas por serem baratas. Não é o caso do exemplo acima, mas acredito que essas peças sejam de colecionador, por isso o preço salgado. 


Enfim, tudo lindo e maravilhoso, graças a Deus! 

P.S: estou pensando em postar dicas, informações e curiosidades sobre Minneapolis e região. Espero que não desista...

Nota: as fotos são de celular, então dá um desconto, vai... 

17 agosto 2013

Precisamos aprender a ouvir

tirinha

Já falei sobre isso há muito tempo AQUI, mas preciso repetir constantemente para não esquecer. Como a tirinha retrata, não há nada pior do falar com alguém que não ouve. 

O ouvir mesmo, aquele de querer entender, de se importar. As pessoas escutam o que você diz, mas não ouvem porque estão ocupadas pensando numa história melhor para rebater a sua. 

Precisamos entender: nem todos querem conselhos, nem todos querem exemplos de superação, nem todos querem ouvir situações parecidas ou piores. A maioria das pessoas quando precisa  conversar, na verdade, querem falar e ser ouvidas. Apenas.

E, convenhamos, nada pior do que você estar desabafando com alguém, naquele momento estressante/angustiante/triste etc e a pessoa dizer ou dar a entender: "Isso não é nada, comigo foi pior"... "Seu caso é fichinha, minha situação é que é complicada"... Parece disputinha de quem é a melhor Paulina Bracho. A atitude correta é tão mais simples: ouvir e compreender o momento. Não é hora de entornar as próprias frustrações em alguém que está num momento difícil. Todos temos nossos bad days e gostaríamos da oportunidade de sermos os faladores da vez nesses dias. Enquanto eles não acontecem, vamos ouvir. 

Sempre gostei de ser uma ouvinte e tenho medo de deixar de sê-lo. Não quero ser igual ao que vejo por aí. Mas não é fácil manter esse prazer nos dias corridos de hoje. Mas preciso tentar. 

.

15 agosto 2013

Modinha minha

Moda que muda comigo
Leve contigo meu estilo de mudar
Tento ser leve e quero ser breve
Para logo acabar
E recomeçar
De novo mudar
Transformar
Viajar
Ver o novo dos outros lugares
Cores e mares
Flores e pares
O novo combinar
Harmonizar
Reciclar
Ser a mudança sonhada para o mundo
Ir fundo
Vestir a moda da novidade
Que nasce dentro de mim.

Nota: texto escrito em 2011 e esquecido na agenda. 

22 dezembro 2011

A internet do Fast Food


A comida insípida dos restaurantes e lanchonetes de fast food podem ser uma boa analogia à atual situação da internet. Da mesma maneira que as carnes embutidas e condimentadas não fazem bem ao corpo humano, as informações empobrecidas pela lei suprema da velocidade de web não fazem bem ao conhecimento.

A internet se tornou uma espécie de local de serviço rápido ao consumidor. Lógico que isso é importante, mas não deve ser sua única atribuição. Se o objetivo das lanchonetes é atender a nada mais que a necessidade de uma alimentação em poucos minutos, o da internet tem sido disparar milhões de informações superficiais, sem nenhum aprofundamento, para seus usuários.

A pessoa que consome fast food por muito tempo provavelmente perde a habilidade de reconhecer e apreciar o verdadeiro tempero da comida caseira, da mesma forma que o consumidor de informações mal compartilhadas perde, aos poucos, o interesse pelo saber. Li num livro que o saber é o sabor e o tempo é o tempero. Então, "sem tempo e nem espaço para pensar, como fica o usuário que pretende algo mais que o serviço rápido da internet? Esse talvez seja o mais relegado dos personagens da mídia hoje em dia".

Inspirado em: "Comunicação Digital - Jornalismo, Narrativas, Estética", de Carlos Pernisa Junior e Wedencley Alves.

21 novembro 2011

Em solo

Calçada do Centro de Convenções Ulisses Guimarães - Brasília
Em solo brasiliense
Solo, estoy aqui.
Até você vir.
Soledad, siempre.
Há de ser, sempre
Saudade.

Vanessa Sezini

Abraço Meu




TO PRECISANDO DAQUELE ABRAÇO
SEU
BRAÇO
ABRAÇO
MEU
TÃO BOM FICAR NELE
DORMIRIA NELE
A VIDA TODA

Vanessa Sezini

19 julho 2011

Versos de Engarrafamento

Aqui na fila metal
Tempo parece ter corpo
Pela janela dá tchau
E me sinto feito bobo.

Vanessa Sezini
___________

Estes versos acima, senhores, formam uma redondilha maior. Uma pequena estrofe, porém muito suada, feita enquanto os carros não podiam acelerar.

26 junho 2011

"O mar de Brasília"

Ponte JK
O céu é só seu mar.
Azul, amplo e vasto.
Banha tu que veio
Pra cá. Molha gente
De todo lugar.

Vanessa Sezini

Nota: tentei fazer uma redondilha menor, mas parece que não deu muito certo. Então, vou continuar a tentar. =)

23 junho 2011

É sempre amor



É sempre a presença, mesmo com a asfixiante ausência.
É sempre uma paz, mesmo quando há discussão.
É sempre a carência, mesmo quando existe atenção.

São muitos os pensamentos, mesmo que nem todos bons.
São aqueles momentos, e aquela trilha de diversos sons.

É sempre calor, mesmo com o inverno lá fora.
É sempre amor, mesmo com o silêncio de agora.
É sempre você, mesmo que outro se atreva.
Em mim será sempre você, mesmo que em ti já não seja.

Vanessa Sezini

Inspirado em É SEMPRE AMOR, MESMO QUE MUDE

28 setembro 2010

E agora?


É época de eleição. O país se prepara para escolher o próximo presidente, a próxima pessoa que ficará com  a responsabilidade de gerir as riquezas e deficiências do Brasil. Domingo que vem todos iremos escolher o próximo representante máximo da Nação. E é ao pensar nisso que vem a pergunta célebre de Drummond: e agora, José?

Tenho visto meus colegas de trabalho, minha família e amigos discutindo sobre esse assunto e tenho percebido em todos a mesma mistura de desilusão e desespero. Na verdade é a sensação de incapacidade que incomoda. Somos obrigados a escolher onde não há opções coerentes, significantes ou, no mínimo, sóbrias.

Para resolver isso nos pedem para basear a escolha  a partir da análise das propostas dos presidenciáveis. Mas a primeira coisa que vem a mente nessas horas é: "Por que, meu Deus?"

O problema aqui não é o desconhecimento em relação aos candidatos. É exatamente o contrário. Será mesmo que devemos basear nossa escolha no "lero-lero" que são os debates e as propagandas eleitorais? O pior é  não confiar em nenhum deles, é a  insegurança que tudo isso traz, é o medo do que nos espera.

A situação é grave e é agora, mais do que nunca, que precisamos que Deus sare essa terra e seja o Senhor dessa Nação. Que as próximas autoridades instituídas por Ele sejam sábias como Salomão, corajosas como Davi, prudentes como José do Egito e perseverantes na bondade, como Moisés. Que Deus tenha misericórdia de todo o povo. "Senhor, está em ti nossa esperança".

Vanessa Sezini