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31 outubro 2014

Música do Dia - Hold on we're going home, Drake

Gente, preciso começar a escrever sobre os canais do YouTube que mais gosto. Eles me trazem gratas surpresas e até entretenimento educativo. Ultimamente tenho usado mais YouTube e Instagram para me divertir no celular e tenho percebido que os benefícios são inúmeros se comparados com o Facebook e até Twitter (mas zero se comparados com a companhia de seres humanos, porém isso não vem ao caso agora).

Indo direto ao assunto do post, a música do dia já deve ser antiguinha para a maioria de vocês, mas é nova para mim. Não conheço o Drake porque tenho uma certa resistência a ouvir esses pop/rap estadunidenses porque são muito iguais e a repetição faz minha cabeça doer, mas simpatizei com esse cara por causa dessa música. Hold on we are going home é charmosa e fofa ao mesmo tempo. Dá vontade de girar pela sala com um frasco de antitranspirante fingindo que sou cantora. 

Vou postar a versão do Jona Selle (outro que merece um post dedicado) porque é ainda mais "wow". 


22 julho 2013

Que poema de Fernando Pessoa eu sou

Fernando Pessoa. Foto: reprodução. 

O site Educar para Crescer disponibilizou um teste, desenvolvido por Fernando Segolin - professor de Literatura e Crítica Literária da PUC-SP, para descobrirmos com qual poema de qual heterônimo pessoano nos identificamos.

O meu resultado foram os três abaixo:

O Livro do Desassossego, de Bernardo Soares

“A vida é para nós o que concebemos nela. Para o rústico cujo campo próprio lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida.
Isto não vem a propósito de nada.

Tenho sonhado muito. Estou cansado de ter sonhado, porém não cansado de sonhar. De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos. Em sonhos consegui tudo. Também tenho despertado, mas que importa? Quantos Césares fui! E os gloriosos, que mesquinhos! César, salvo da morte pela generosidade de um pirata, manda crucificar esse pirata logo que, procurando-o bem, o consegue prender. Napoleão, fazendo seu testamento em Santa Helena, deixa um legado a um facínora que tentara assinar a Wellington. Ó grandezas iguais à da alma da vizinha vesga! Ó grandes homens da cozinheira de outro mundo! Quantos Césares fui, e sonho todavia ser.
Quantos Césares fui, mas não dos reais. Fui verdadeiramente imperial enquanto sonhei, e por isso nunca fui nada. Os meus exércitos foram derrotados, mas a derrota foi fofa, e ninguém morreu. Não perdi bandeiras. Não sonhei até ao ponto do exército, onde elas aparecessem ao meu olhar em cujo sonho há esquina. Quantos Césares fui, aqui mesmo, na Rua dos Douradores. E os Césares que fui vivem ainda na minha imaginação; mas os Césares que foram estão mortos, e a Rua dos Douradores, isto é, a Realidade, não os pode conhecer.

Atiro com a caixa de fósforos, que está vazia, para o abismo que a rua é para além do parapeito da minha janela alta sem sacada. Ergo-me na cadeira e escuto. Nitidamente, como se significasse qualquer coisa, a caixa de fósforos vazia soa na rua que se me declara deserta. Não há mais som nenhum, salvo os da cidade inteira. Sim, os da cidade dum domingo inteiro – tantos, sem se entenderem, e todos certos.
Quão pouco, no mundo real, forma o suporte das melhores meditações. O ter chegado tarde para almoçar, o terem-se acabado os fósforos, o ter eu atirado, individualmente, a caixa para a rua, mal disposto por ter comido fora de horas, ser domingo a promessa aérea de um poente mau, o não ser ninguém no mundo, e toda a metafísica.
Mas quantos Césares fui!”
(27/06/1930; em “Livro do Desassossego”)

O poeta Fernando Pessoa tinha uma atração peculiar por Bernardo Soares. Para início de conversa, ele o classificava de semi-heterônimo porque: “não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela”. Ou ainda: “Sou eu menos o raciocínio e a afetividade.” É importante destacar que foi por meio de Bernardo Soares, autor de “O Livro do Desassossego”, espécie de diário em prosa poética escrito a partir de 1914 que o poeta Fernando Pessoa mais sinceramente falou de si mesmo. 

Boca Roxa e Sim, Ricardo Reis

“Bocas roxas de vinho,
Testas brancas sob rosas,
Nus, brancos antebraços
Deixados sobre a mesa;

Tal seja, Lídia, o quadro
Em que fiquemos, mudos,
Eternamente inscritos
Na consciência dos deuses.

Antes isto que a vida
Como os homens a vivem
Cheia da negra poeira
Que erguem das estradas.

Só os deuses socorrem
Com seu exemplo aqueles
Que nada mais pretendem
Que ir no rio das coisas.
(“Bocas Roxas”, 08/1915)

e

“Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.”

(“Sim”; 07/1931)

Ricardo Reis é o poeta clássico, de formação católica rígida e monarquista. Entre os heterônimos, tem o temperamento mais “certinho”. Sua poesia transpira fatalismo, de quem se sente marcado pelo fado antes mesmo do nascer. Por isso, acredita Reis, o melhor a fazer é aceitar o que acontece e levar a vida sem grandes alegrias, nem tristezas, evitando as paixões, porque elas passam e causam sofrimento.

Apontamento, Álvaro de Campos

“A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.

Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.

Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?

Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmo, não conscientes deles.
Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.

Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.
(“Apontamento”; 1929)


Cosmopolita, trilíngue (inglês e francês, além do português natal), alma andarilha, Álvaro de Campos é o oposto de Caeiro. Gosta das máquinas e engrenagens e das sensações da grande cidade – esse é o seu lado eufórico. Mas também é o heterônimo de Pessoa que mais se desiludiu com a própria poesia, admitindo que tudo o que escreveu não passou de palavras, ilusão.

Amor científico


"Amor...
Uma propriedade emergente de reações químicas complexas que ocorre no sistema límbico.
Portanto...
Deixe seu coração em paz.
Ele apenas bombeia sangue".

Banner maravilhoso que peguei desta página no Facebook. 

31 março 2012

Site para Monitorar


Este site é bem legal. Você coloca a url do seu site no campo determinado e ele faz uma  análise interessante sobre visitas, links, servidor, etc. Mas não pense que é o Google Analytics, é infinitamente mais superficial. Serve mesmo para uma verificada rápida. Para ver com seus próprios olhos acesse:



12 fevereiro 2012

Seu site é otimizado?


WOORANK vasculha seu site com uma perspectiva SEO. Ele emite opiniões sobre as cinco principais reformas que você precisa fazer para otimizar seu site na web, além de outras coisas superinteressantes.

Vale um teste.



Encontre o Ícone que precisa


Muuuuuito legal este site: ICONFINDER
É só digitar o nome (em inglês) do ícone que precisa e o site te dá algumas opções gratuitas e outras sob licenças.

22 dezembro 2011

A internet do Fast Food


A comida insípida dos restaurantes e lanchonetes de fast food podem ser uma boa analogia à atual situação da internet. Da mesma maneira que as carnes embutidas e condimentadas não fazem bem ao corpo humano, as informações empobrecidas pela lei suprema da velocidade de web não fazem bem ao conhecimento.

A internet se tornou uma espécie de local de serviço rápido ao consumidor. Lógico que isso é importante, mas não deve ser sua única atribuição. Se o objetivo das lanchonetes é atender a nada mais que a necessidade de uma alimentação em poucos minutos, o da internet tem sido disparar milhões de informações superficiais, sem nenhum aprofundamento, para seus usuários.

A pessoa que consome fast food por muito tempo provavelmente perde a habilidade de reconhecer e apreciar o verdadeiro tempero da comida caseira, da mesma forma que o consumidor de informações mal compartilhadas perde, aos poucos, o interesse pelo saber. Li num livro que o saber é o sabor e o tempo é o tempero. Então, "sem tempo e nem espaço para pensar, como fica o usuário que pretende algo mais que o serviço rápido da internet? Esse talvez seja o mais relegado dos personagens da mídia hoje em dia".

Inspirado em: "Comunicação Digital - Jornalismo, Narrativas, Estética", de Carlos Pernisa Junior e Wedencley Alves.

13 novembro 2011

Customizar Fanpage


Olha que site legal para customizar sua fanpage no facebook. O chato é que a ferramenta é paga. Mas se você trabalha com uma página corporativa de repente é uma boa ideia.

http://www.pagemodo.com/

Acessibilidade


Com esta ferramenta você pode rever a acessibilidade de seu site e encontrar onde estão os erros mais graves que dificultam a navegação nas suas páginas na web.
É só colocar o endereço de seu site no campo designado e ver o relatório.

http://www.sidar.org/hera/

Experimente e diga o que achou.