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13 fevereiro 2015

Como fazemos nossas escolhas?

1ª Palestra


Sheena Iyengar é uma psicóloga e economista canadense, filha de pais indianos e criada nos Estados Unidos. Ela atua como professora na Columbia University e é autora da obra "The Art of Choosing", sobre a qual palestrou duas vezes no TED. Sua máxima é de que com mais opções, escolhemos pior.

Transcrição do vídeo em Português

2ª Palestra

27 outubro 2014

Sobre a liberdade de pensamento

inteligência

"Cuidado para não chamar de inteligentes apenas aqueles que pensam como você".
Ugo Ojetti - Escritor e jornalista italiano. 

Hoje é segunda-feira. Um dia depois de Dilma Rousseff ser reeleita presidente do Brasil. Essa eleição está repercutindo internacionalmente como a mais disputada da História da democracia brasileira. Jornalistas "orientados pela direção" não param de repetir na televisão que o "o país está dividido". Nas redes sociais o nível está mais baixo que o volume de água no Cantareira. Pessoas dizendo que vão de mudar para Miami. Que o povo merece morrer na miséria. Ataques racistas aos nordestinos e coisas do tipo. Novamente a histeria do brasileiro que não deve durar três meses, como de costume. Eles não vêem que essa eleição é um dos primeiros sinais de que a nossa democracia está amadurecendo. As pessoas estão fazendo escolhas mais analíticas que outrora. E isso é bom.
A presidente Dilma terá mais uma chance. Uma chance com duração de quatro anos para executar seus projetos. Cabe à oposição exercer seu papel: investigar, vigiar, propor melhorias, aprovar o que for bom para o país. E que o congresso e o senado se sintam vigiados pela sociedade: a parte azul, a parte vermelha e os neutros. E que nossa democracia caminhe a passos largos para a efetiva participação cidadã.

16 agosto 2013

JK

Juscelino Kubitschek 

Costumo voltar atrás, sim. Não tenho compromisso com o erro. 
Juscelino Kubitschek

05 agosto 2013

Uma verdade dita por Karl

Reprodução

Quanto menos comes, bebes, compras livros e vais ao teatro, pensas, amas, teorizas, cantas, sofres, praticas esporte, etc., mais economizas e mais cresce o teu capital. És menos, mas tens mais. Assim todas as paixões e atividades são tragadas pela cobiça.
Karl Marx


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04 agosto 2013

Um homem precisa viajar

Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor.

Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. 

Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver. 

Amyr Klink


22 julho 2013

Que poema de Fernando Pessoa eu sou

Fernando Pessoa. Foto: reprodução. 

O site Educar para Crescer disponibilizou um teste, desenvolvido por Fernando Segolin - professor de Literatura e Crítica Literária da PUC-SP, para descobrirmos com qual poema de qual heterônimo pessoano nos identificamos.

O meu resultado foram os três abaixo:

O Livro do Desassossego, de Bernardo Soares

“A vida é para nós o que concebemos nela. Para o rústico cujo campo próprio lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida.
Isto não vem a propósito de nada.

Tenho sonhado muito. Estou cansado de ter sonhado, porém não cansado de sonhar. De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos. Em sonhos consegui tudo. Também tenho despertado, mas que importa? Quantos Césares fui! E os gloriosos, que mesquinhos! César, salvo da morte pela generosidade de um pirata, manda crucificar esse pirata logo que, procurando-o bem, o consegue prender. Napoleão, fazendo seu testamento em Santa Helena, deixa um legado a um facínora que tentara assinar a Wellington. Ó grandezas iguais à da alma da vizinha vesga! Ó grandes homens da cozinheira de outro mundo! Quantos Césares fui, e sonho todavia ser.
Quantos Césares fui, mas não dos reais. Fui verdadeiramente imperial enquanto sonhei, e por isso nunca fui nada. Os meus exércitos foram derrotados, mas a derrota foi fofa, e ninguém morreu. Não perdi bandeiras. Não sonhei até ao ponto do exército, onde elas aparecessem ao meu olhar em cujo sonho há esquina. Quantos Césares fui, aqui mesmo, na Rua dos Douradores. E os Césares que fui vivem ainda na minha imaginação; mas os Césares que foram estão mortos, e a Rua dos Douradores, isto é, a Realidade, não os pode conhecer.

Atiro com a caixa de fósforos, que está vazia, para o abismo que a rua é para além do parapeito da minha janela alta sem sacada. Ergo-me na cadeira e escuto. Nitidamente, como se significasse qualquer coisa, a caixa de fósforos vazia soa na rua que se me declara deserta. Não há mais som nenhum, salvo os da cidade inteira. Sim, os da cidade dum domingo inteiro – tantos, sem se entenderem, e todos certos.
Quão pouco, no mundo real, forma o suporte das melhores meditações. O ter chegado tarde para almoçar, o terem-se acabado os fósforos, o ter eu atirado, individualmente, a caixa para a rua, mal disposto por ter comido fora de horas, ser domingo a promessa aérea de um poente mau, o não ser ninguém no mundo, e toda a metafísica.
Mas quantos Césares fui!”
(27/06/1930; em “Livro do Desassossego”)

O poeta Fernando Pessoa tinha uma atração peculiar por Bernardo Soares. Para início de conversa, ele o classificava de semi-heterônimo porque: “não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela”. Ou ainda: “Sou eu menos o raciocínio e a afetividade.” É importante destacar que foi por meio de Bernardo Soares, autor de “O Livro do Desassossego”, espécie de diário em prosa poética escrito a partir de 1914 que o poeta Fernando Pessoa mais sinceramente falou de si mesmo. 

Boca Roxa e Sim, Ricardo Reis

“Bocas roxas de vinho,
Testas brancas sob rosas,
Nus, brancos antebraços
Deixados sobre a mesa;

Tal seja, Lídia, o quadro
Em que fiquemos, mudos,
Eternamente inscritos
Na consciência dos deuses.

Antes isto que a vida
Como os homens a vivem
Cheia da negra poeira
Que erguem das estradas.

Só os deuses socorrem
Com seu exemplo aqueles
Que nada mais pretendem
Que ir no rio das coisas.
(“Bocas Roxas”, 08/1915)

e

“Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.”

(“Sim”; 07/1931)

Ricardo Reis é o poeta clássico, de formação católica rígida e monarquista. Entre os heterônimos, tem o temperamento mais “certinho”. Sua poesia transpira fatalismo, de quem se sente marcado pelo fado antes mesmo do nascer. Por isso, acredita Reis, o melhor a fazer é aceitar o que acontece e levar a vida sem grandes alegrias, nem tristezas, evitando as paixões, porque elas passam e causam sofrimento.

Apontamento, Álvaro de Campos

“A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.

Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.

Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?

Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmo, não conscientes deles.
Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.

Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.
(“Apontamento”; 1929)


Cosmopolita, trilíngue (inglês e francês, além do português natal), alma andarilha, Álvaro de Campos é o oposto de Caeiro. Gosta das máquinas e engrenagens e das sensações da grande cidade – esse é o seu lado eufórico. Mas também é o heterônimo de Pessoa que mais se desiludiu com a própria poesia, admitindo que tudo o que escreveu não passou de palavras, ilusão.

30 abril 2013

Natureza versus Criação


Eu suporia que herdei um sistema nervoso altamente reativo, mas minha mãe insiste que eu era um bebê tranquilo, não do tipo que chuta e chora com um estouro de balão.

Tenho tendência a ser muito insegura, mas também tenho muita coragem em minhas próprias convicções. Sinto-me terrivelmente desconfortável em meu primeiro dia em uma cidade estrangeira, mas amo viajar.

Eu era tímida quando criança, mas superei o pior disso.

Trecho do livro "O Poder dos Quietos" de Susan Cain.

Nota: um dos estudos apresentados no livro defende que as pessoas nascem introvertidas, uma vez que as estatísticas indicam que bebês mais reativos se tornam adultos mais cautelosos /quietos / desconfiados.

25 abril 2013

Escrever, por Kafka

Nunca se está sozinho o suficiente quando se escreve, nunca haverá silêncio o suficiente quando se escreve, nem a noite é noite o bastante. 


Franz Kafka.


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19 abril 2013

Escritos da Maturidade #7



Não só devemos tolerar as diferenças entre indivíduos e entre grupos, como devemos de fato aceitá-las com satisfação e considerá-las enriquecedoras de nossa existência.

Albert Einstein - Escritos da Maturidade, pág. 23.







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16 fevereiro 2013

Escritos da Maturidade #6

Pois tudo o que é realmente grandioso e inspirador é criado pelo indivíduo que pode trabalhar em liberdade.
Albert Einstein - Escritos da maturidade, pág. 23.

15 janeiro 2013

Escritos da Maturidade #5


"As palavras são e continuam sendo um som vazio, e a estrada para a perdição sempre foi calçada pela exaltação hipócrita de algum ideal. Mas as personalidades não se formam pelo o que é dito e ouvido, e sim pelo trabalho e pela atividade". 
Albert Einstein - Escritos da Maturidade, pág. 36. 

Escritos da Maturidade #4


" A ciência tem por objetivo estabelecer regras gerais que determinem a conexão recíproca de objetos e eventos no tempo e no espaço. A validade absolutamente geral dessas regras, ou leis da natureza, é algo que se pretende - mas não se prova. Trata-se sobretudo de um projeto, e a confiança na possibilidade de sua realização, por princípio, funda-se apenas em sucessos parciais". 
Albert Einstein - Escritos da Maturidade, pág. 31. 

Escritos da Maturidade #3


"Embora possa ser ela o que determina a meta, a religião aprendeu com a ciência, no sentido mais amplo, que meios poderão contribuir para que se alcancem as metas que ela estabeleceu. A ciência, porém, só pode ser criada por quem esteja plenamente imbuído da aspiração à verdade e ao entendimento.
A fonte desse sentimento, no entanto, brota na esfera da religião. A esta se liga também a fé na possibilidade de que as regulações válidas para o mundo da existência sejam racionais, isto é, compreensíveis à razão. Não posso conceber um autêntico cientista sem essa fé profunda. A situação pode ser expressa por uma imagem: a ciência sem religião é aleijada, a religião sem fé é cega". 
Albert Einstein - Escritos da Maturidade, pág. 30. 

18 dezembro 2012

Escritos da Maturidade #2

Para que "a possibilidade de desenvolvimento espiritual de todos os indivíduos, possa ser assegurada, é necessária um segundo tipo de liberdade externa. O homem não deve ser obrigado a trabalhar para suprir as necessidades da vida numa intensidade tal que não lhes restem tempo nem forças para as atividades pessoais. "
Albert Einstein - Escritos da Maturidade, pág. 16.



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Escritos da Maturidade #1

"A produção de bens está inteiramente desorganizada, de tal modo que todos têm de viver no temor de ser eliminados do ciclo econômico e, com isso, ver-se privados de tudo."

Albert Einstein. Escritos da Maturidade, pág. 13.


19 maio 2012

Não faz sentido....




Não faz sentido para um professor brasileiro comprar a briga: com má formação, precisaria de um esforço hercúleo para obter grandes resultados. Mas esses resultados não lhe trariam reconhecimento, promoções, prêmios ou aumentos. Não faz sentido para o aluno brasileiro se esforçar: a aula que ele recebe é extremamente chata, a maioria dos professores não está muito preocupada com o seu aprendizado, e ele sabe que, se fizer um esforço mínimo, vai continuar sendo aprovado, mesmo sem aprender bulhufas.

Não faz sentido para os pais dos alunos protestar contra o atual estado de coisas, porque a maioria deles está satisfeita com a educação que o filho recebe (em pesquisa recente do Inep, a nota média dada pelos pais de alunos da escola pública à qualidade da educação do filho foi 8,6!). E a maioria está satisfeita porque não tem condições intelectuais de avaliar o que é uma boa educação, pois é semiletrada, e nem sabe que existem avaliações oficiais sobre a qualidade do ensino do filho.

Finalmente, não faz sentido para o político trabalhar para melhorar a qualidade do ensino: não há pressão por parte de alunos nem de seus pais, e há uma enorme resistência a qualquer mudança por parte dos sindicatos de professores e funcionários. Politicamente, só há custos, sem benefícios. Nenhum político racional mexe nesse vespeiro.

Trecho do artigo de Gustavo Ioschpe

27 janeiro 2012

Palavra


Quanto mais de perto se olha uma palavra, mais de longe ela nos olha de volta.

Karl Krauss

27 novembro 2011

Infância

Tirolesa - Conselheiro Pena / MG

Pois donde sou eu? Sou da minha infância. Sou da minha infância como se é de um país... 
(O Piloto de Guerra, Saint-Exupéry)

20 novembro 2011

Gente Inteligente


Gente burra pensa que é inteligente. Gente inteligente sabe que é burra.
Roger Moreira (via twitter: @Roxmo)

13 novembro 2011

Chico


"Já sei que o caminho do sono é como um corredor cheio de pensamentos"
Chico Buarque