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02 novembro 2014

The Great Gatsby, o Grande

Sim, meus caros... Só agora tive o deleite de assistir o filme The Great Gatsby e ainda estou tentando entender a razão de tanta demora. Naturalmente esse é o tipo de filme que chama a minha atenção facilmente. Mas, arrependimentos à parte, me sinto grata por ter finalmente apreciado esse espetáculo.

Sem exageros, e me expressando como leiga que sou nas ciência das artes, essa peça tem a combinação mágica de uma obra-prima: que estória, que trilha sonora, que produção visual, que figurino, que atores!

A roteiro é baseado na novela homônima de F. Scott Fitzgerald. O diretor foi o mesmo de Moulin Rouge. A trilha sonora foi produzida - acreditem - por Jay-Z (o marido da Beyoncé) e é estimulante. Tenho lido severas críticas sobre a soundtrack do ex-rapper, mas eu achei que deixou o filme com uma aura mais moderna e sensual, sem prejudicar em nada a vibe anos 20 da estória. É estimulante quando Lana Del Rey começa a perguntar "will you still love when I'm no longer young and beautiful?", ou quando o garoto toca jazz na sacada do prédio.

E o Leobardo DiCaprio? Ahhh... estava com saudades de vê-lo interpretando um mocinho, jovial, sonhador e lindo. Me lembrou um pouco do Jack (e não é só por conta da cena da piscina). 



E como o filme é baseado em livro, tem sempre ótimas quotes. Como esta dita pelo personagem de Tobey Maguire (antigo homem-aranha). 

In my younger and more vulnerable years, my father gave me some advice. "Always try to see the best in people," he would say. As a consequence, I'm inclined to reserve all judgements. But even I have a limit.
Em meus jovens e mais vulneráveis anos, meu pai me deu um conselho. "Sempre tente ver o melhor nas pessoas", ele disse. Como consequência, eu sou inclinado a evitar julgamentos. Mas mesmo eu tenho meus limites. (Tradução livre).

Seria uma injustiça não mencionar Carey Mulligan que interpretou a patricinha-mimada-fútil, que deixa todos nós com muita raiva e que às vezes me lembra a Natalie Portman.

Encontre o filme no Facebook AQUI


26 julho 2013

Alguns infinitos são maiores do que outros

John Green


Comecei a ler este livro de forma despretensiosa. Havia terminado de ler um sobre psicologia comportamental e estava realmente a fim de algo puramente "recreativo". Encontrei-o nas prateleiras das lojas Americanas e fui convencida pela crítica do The New York Times na contracapa que dizia: "Um misto de melancolia, doçura, filosofia e diversão. Green nos mostra um amor verdadeiro... muito mais romântico que qualquer pôr do sol à beira da praia". 

"É disto que eu preciso", logo pensei. Contudo, o peso para minha decisão final de trazê-lo para casa foi  uma declaração da protagonista, também estrategicamente escrita na contracapa, que dizia:

"Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros... Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto limitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter". Hazel Grace.

Gostei da reflexão sobre o infinito e então trouxe o livro da capa azul.  Durante a leitura, em poucos momentos, mais precisamente no início, me peguei pensando "Não acredito que estou lendo este livro adolescente". Mas, como insistente que sou, continuei. Ainda bem!

A história é encantadora, embora dramática e triste. Não é nenhuma obra de ficção revolucionária, mas nos faz sentir as mesmas emoções descritas no papel e isso é um grande feito. Afinal, não é qualquer um que me faz debulhar em lágrimas (a ponto de ficar com os olhos inchados) e soltar risadas em um ônibus lotado.

Digo apenas que Hazel Grace e Augustus Waters valem a pena. Principalmente pelos seus diálogos impagáveis. Para não estragar a surpresa, reproduzo abaixo apenas um trecho divertido de Hazel, cuja ideia compartilho há muitos anos:

"...mamãe insistiu que tomássemos café da manhã com o papai, embora fosse uma questão de princípio, para mim, não comer antes do sol nascer, simplesmente porque eu não era um camponês russo do século dezenove me alimentando para fortalecer antes de um dia inteiro de trabalho braçal".

Livro: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Editora: Intrínseca